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Reinventada, E.F.M.M. pode alavancar turismo na fronteira

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Mirar rumo ao que resta do Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), na opinião de uma grande parte de consultores “ainda é um dos muitos gostos que os porto-velhenses têm diante da sua lenta e gradual revitalização por parte de um grupo privado”.

Caso seja revitalizada em suas linhas e características originais, em um futuro próximo, “seria um programa turístico para todos os gostos”, sobretudo para quem adora uma grande aventura porque iria desbravar seus 336 quilômetros que separam a Capital das cidades bi-nacionais Guajará-Mirim e Guayaramerín, ambas nos dois lados da fronteira Brasil e Bolívia.

Para José Ricardo Costa, Operador de Direito entre bancas de Porto Velho, Goiânia e do Distrito Federal, uma vez reconstruída a malha viária até a fronteira binacional, “com certeza, muitos olhos do mundo inteiro, se voltariam para cá, outra vez, até a sua desativação” ainda não totalmente esclarecida.

Turistas, visitantes ou simplesmente aventureiros de plantão, além dos apaixonados pela cultura amazônica, passando pelo turismo de observação das águas do Rio Madeira e do Pôr do Sol nos finais de tarde a partir dos Mirantes, “ajudariam a alavancar a nossa quase estagnada economia”, admite, agora, o consultor Roberto Lemes e Soares, 46.

Segundo ele, apesar do sucateamento sofrido ao longo de gestões consideradas desastradas e a suposta omissão de pessoas (artistas, intelectuais e políticos) à frente de órgãos de controle da preservação da cultura nativa, do patrimônio e do artístico ferroviário, “a Madeira Mamoré tem condições de ser reinventada com dinheiro do Plano Nacional de Recuperação de Ferrovias”, admite ele.

De trem, pela malha de Porto Velho, Vila do Abunã a Guajará-Mirim em contados 336 quilômetros, apesar dos recursos demais de R$ 30 bilhões destinados pelo Plano, nem Dilma Rousseff nem Michel Temer, não teriam recebido qualquer pedido de inclusão da Madeira Mamoré até que deixassem o governo.
– Isso é fato, afirmou Lemes e Soares.

No cenário atual, o quadro é desolamento quase total entre defensores natos da reconstrução do Complexo da Estrada de Ferro e de suas construções seculares, como a legendária Vila Ferroviária, trilhos, dormentes, postes, sinaleiros, bancadas, oficinas e ferramentas, desde antão, “quase todos surrupiados por curiosos e pesquisadores”, desabafam ferroviários ainda vivos.

A disparidade entre abnegados remanescentes que atuaram no front da Ferrovia do Diabo, cantada e de cantada pelo jornalista e escritor amazonense Márcio Souza Brasil e mundo a fora, e entes públicos que não apostam há décadas na recuperação da EFMM é tanta que, “a Associação da categoria foi posta pra fora da sede que há anos funcionava no prédio da Administração”.

O litígio entre gestores municipais e dirigentes tomou corpo a partir das polêmicas audiências (5 no conjunto) sem, praticamente, a participação da sociedade (Associações, Fundações, Universidades e a própria imprensa). Na ocasião, das salas das audiências, apenas o município, órgãos de controle e assessores da Consórcio Santo Antônio Energia (CSA-E).

Do imbróglio em torno da gestão permitida por 50 anos ao município de Porto Velho, apenas restou investimentos ao Projeto de Revitalização da Ferrovia dentro aporte das compensações por parte do Consórcio Santo Antônio Energia (CSA-E) e do governo do Estado emenda de autoria do ex-senador Ivo Cassol (PP).

– Ao município, apesar do grande barulho estrondoso e midiático, nenhum centavo foi destinado, a não ser a cessão de graça de um inquilinato de cinco décadas, revelou o consultor.

Fora do Plano Nacional de Recuperação de Ferrovias, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), mesmo com o Estado e o Município Porto Velho atolados em carências quanto à falta de mobilidade urbana e rural, “tem condições de ser reinventada”, reitera José Ricardo Costa.

Divulgação

UM POUCO DE HISTÓRIA


Enfiada em situações difíceis para poder chegar à Presidência da República, a Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), à frente o Vice-Presidente George Telles de Menezes (O Carioca), em Brasília, tem participado de reuniões técnicas e oficiais sobre a possibilidade de o trem voltar a andar até Guajará-Mirim.

Defensor desse projeto, ele acompanha em Brasília o desenrolar dos relatórios elaborados por técnicos do DNIT que apontam que a “recuperação da Ferrovia é possível, mesmo sem um centavo de aporte do município”. Porém, ele lutou com dificuldades de 2014-18 na tentativa de obter o apoio parlamentar da bancada rondoniense e da Amazônia.

Da peregrinação por Brasília, Carioca cumpriu agenda acertada ainda do final de 2018 com engenheiros do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre). Na pauta, a inclusão da Madeira Mamoré no Plano Nacional de Recuperação de Ferrovias, vez que o presidente Jair Bolsonaro expandir ferrovias, rodovias e aeroportos por todo o País.

DIARIO DA AMAZONIA 

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