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Quadrilha investigada no Tocantins distribuía drogas para Europa, África e Américas

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A Operação Flak deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (21) é a maior já realizada no Brasil para combater a logística do tráfico internacional de drogas, segundo a assessoria da Justiça Federal do Tocantins.

O grupo era complexo, possuía detalhada divisão de tarefas e teria transportado mais de 9 toneladas de cocaína entre países da América do Sul, Estados Unidos, Europa e África no intervalo de dois anos. 

A 4ª Vara Federal de Palmas autorizou mais de 130 mandados judiciais de prisão, busca e apreensão, além da apreensão de 47 aeronaves no Tocantins, São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Roraima, Pará, Ceará e Goiás.

A investigação apontou que, no período compreendido entre meados de 2017 e 2018, foram realizados no mínimo 23 voos transportando em média 400 quilos de cocaína cada, totalizando as mais de 9 tolenadas. 

Essa quantidade, segundo o juiz federal Pedro Felipe de Oliveira Santos, que autorizou os mandados, representa “uma pequena fração” movimentada pelos investigados.

A organização, por meio dos seus líderes, cooptou pilotos, copilotos, ajudantes, mecânicos, empresários, familiares, entre outros sujeitos, para promover o tráfico internacional de entorpecentes”, disse o magistrado.

O juiz federal também afirmou que foram colhidas evidências consistentes de que o grupo teria forte atuação no Brasil e no exterior, “com ligações diretas e relações comerciais com agentes produtores e com agentes varejistas que também operam tráfico de drogas na Colômbia, na Venezuela, em Honduras, na Guiana, no Suriname, na União Europeia e na África”.

O suposto líder do grupo, João Soares Rocha, foi preso na operação.

MODO DE AGIR

Conforme as investigações, a organização criminosa recrutava pilotos e mecânicos, preparava as aeronaves com revisões mecânicas nos Estados de Goiás, Tocantins e Pará.

Os integrantes também adulteravam as aeronaves para aumentar a autonomia de voo, e a pintura original antes e após os voos. Ainda reaproveitavam documentação de aeronaves inutilizadas no intuito de ‘esquentar’ outras aeronaves em condição irregular.

Eles também omitiam e falsificavam planos de voo e destruíam possíveis vestígios de drogas por meio de minuciosas limpezas internas.

CRIMES

Os investigados devem responder por tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

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